Salvatore Ferragamo a caminho da recuperação após dois anos difíceis

A casa de luxo italiana Salvatore Ferragamo começou a recuperar no primeiro trimestre, com o lucro líquido e o volume de negócios a subirem após dois anos difíceis.


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Salvatore Ferragamo - outono-inverno 2019 - Moda Feminina - Milão - © PixelFormula

O lucro líquido trimestral subiu 23,5%, para 11 milhões de euros, em conformidade com as expectativas dos analistas, de acordo com o consenso do provedor de informações financeiras Factset Estimates.
 
As vendas aumentaram 4,3%, para 317 milhões de euros, ligeiramente acima das expectativas (315 milhões).
 
A Ferragamo, que sofria de um problema de posicionamento da sua marca, viu o volume de negócios recuar 3,4% em 2018 e o lucro líquido 21,1%, após um 2017 já difícil, marcado nomeadamente por uma descida de 42,4% do lucro.

Como consequência, a ação da Ferragamo perdeu 23% do seu valor na Bolsa de Valores de Milão nos últimos 12 meses.
 
Numa tentativa de equilibrar as contas, a casa florentina lançou uma vasta reorganização. Procurou fortalecer-se em categorias de produtos nas quais era mais fraca, enquanto consolidava a sua posição no calçado.
 
No último verão, o grupo também se dotou de uma nova diretora-geral, Micaela Le Divelec Lemmi, que trabalhou durante 20 anos para a gigante francesa Kering.

E este processo começa a dar frutos, apesar de um contexto complicado, entre um menor crescimento na Europa, as tensões comerciais sino-americanas e o Brexit.

"Num contexto macroeconómico e de mercado caracterizado por uma complexidade permanente, as ações do grupo Salvatore Ferragamo continuam focadas na valorização da comunicação da marca, na otimização dos processos e da estrutura organizacional, em continuidade com os programas lançados no segundo semestre de 2018, que é a base para o crescimento sustentável a médio prazo", disse a empresa.

A Ásia-Pacífico continua a ser o seu maior mercado, com 38,7% das vendas. Estas aumentaram 7,2%, com um aumento de 21,2% nas vendas em lojas de gestão direta na China.
 
O volume de negócios subiu 13,8% na América do Sul e Central, 2,8% na Europa, Médio Oriente, África e 2,1% no Japão, enquanto caiu muito ligeiramente (0,1%) na América do Norte.

O calçado ainda é o principal negócio da casa florentina, com 41,7% das suas vendas. Este aumentou 7%, os artigos em pele (que representam agora 39,7% do seu volume de negócios) 8,7%, enquanto os perfumes caíram 24,3%, principalmente devido a uma diferença no período de lançamento de novos produtos em relação ao ano anterior.
 
A casa, ainda detida maioritariamente pela família Ferragamo, é presidida por Ferrucio Ferragamo.

Traduzido por Estela Ataíde

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