Salvatore Ferragamo anuncia diminuição de 3,1% no seu volume de negócios em 2017

O grupo de luxo italiano Salvatore Ferragamo anunciou nesta quarta-feira (31) que registou uma queda de 3,1% nas suas vendas consolidadas de 2017, para 1,39 mil milhões de euros.


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Salvatore Ferragamo - primavera-verão 2018 - Moda feminina - Milão - © PixelFormula

A taxas de câmbio constantes, as vendas caíram 1,4% ano-a-ano. Só no quarto trimestre, diminuíram 8,4%, penalizadas pelas flutuações cambiais (-5,1% a taxas de câmbio constantes), informou o grupo em comunicado.

A região Ásia-Pacífico continua a ser o maior mercado do grupo em termos de receita, com uma queda de 2,1% (-0,4% a taxas de câmbio constantes) como consequência das fracas vendas devido a um forte declínio no turismo chinês e uma tendência descendente contínua nas vendas em Hong Kong. Em contraste, as lojas na China continuaram a registar um sólido aumento nas vendas de 2,5%.

Na Europa, o grupo registou uma queda de 3,6% nas vendas (-3% a taxas de câmbio constantes), com um aumento nas vendas do retalho, e diminuição nas vendas por atacado, como consequências da venda de produtos em stock

Na América do Norte, o declínio foi de 4,2% (-2,2% a taxas de câmbio constantes), devido às vendas em grandes lojas de departamento.

O declínio foi ainda mais significativo no mercado japonês, onde o volume de vendas recuou 5,6%, valor que o grupo atribuiu à "racionalização do seu circuito de vendas por atacado, enquanto as lojas de gestão direta registaram um movimento positivo a taxa de câmbio constante".

A América Central e do Sul, por outro lado, registaram um aumento de 2% nas vendas (+ 6,5% a taxas de câmbio constantes), apesar do terramoto que atingiu o México em setembro.

Em termos de produtos, as vendas de calçado da Salvatore Ferragamo (que emprega 4.000 pessoas no mundo todo em 685 pontos de venda) diminuíram 1,7% no ano passado, e as vendas de carteiras e acessórios em couro baixaram 0,8%, enquanto as vendas de perfumes aumentaram 2,2%.

Em meados de dezembro, o grupo emitiu um aviso de lucro visando aumentar o seu volume de negócios a médio prazo a uma taxa duas vezes maior que a do mercado.

Nos primeiros nove meses de 2017, a empresa registou queda de 28,3% no lucro líquido para 79 milhões de euros.

Traduzido por Novello Dariella

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