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Salvatore Ferragamo eleva preços entre 5% e 7% para conter impacto da pandemia

Por
Reuters API
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de jul de 2020
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2 Minutos
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O grupo italiano de moda, Salvatore Ferragamo, aumentou os preços de uma série de artigos de luxo, de 5% a 7%, para conter a queda na receita e no lucro, na sequência da diminuição da demanda provocada pela crise do coronavírus COVID-19.

Os novos preços, que serão aplicados em todas as regiões, não foram anunciados pela empresa, mas um porta-voz confirmou as informações que foram divulgadas por uma fonte, com conhecimento sobre o assunto, na quarta-feira (15 de julho).



A medida segue os passos semelhantes de outras marcas de luxo e visa "mitigar a contração no tráfego das lojas e o aumento nos custos de logística e gerenciamento de retalho causados ​​pela pandemia", disse a fonte.

A emergência do coronavírus complicou os esforços de gestão da empresa em dar um impulso na marca de artigos de couro, que o ano passado retomou o crescimento das vendas pela primeira vez desde 2015.

Nos primeiros três meses de 2020, as vendas da Ferragamo caíram quase um terço e o grupo deve atualizar a tendência de vendas do segundo trimestre a 28 de julho.

Há duas semanas, o CEO da Prada, Patrizio Bertelli, disse que os custos crescentes obrigaram a empresa a aumentar os preços na percentagem de um dígito.

As marcas italianas juntaram-se a rivais como a Gucci, Louis Vuitton e Chanel no aumento de preços para limitar o impacto das medidas de bloqueio e a desaceleração do tráfego turístico provocados pela pandemia, que está a afectar gravemente os resultados de toda a indústria.
 

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