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Estela Ataíde
Publicado em
5 de mai. de 2021
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Shiseido e Dolce & Gabbana terminam parcialmente o seu contrato de licença

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de mai. de 2021

O grupo de cosméticos japonês Shiseido e a casa italiana Dolce & Gabbana vão terminar parcialmente o contrato de licença que os une desde outubro de 2016 em torno de uma linha de cuidados com a pele, maquilhagem e perfumes. Esta modificação contratual deverá ocorrer a 31 de dezembro de 2021 para todos os segmentos de produtos e em todos os mercados, à exceção de França.


Imagem da Dolce & Gabbana Beauty


A Shiseido e a Beauté Prestige International (BPI), filial do grupo Shiseido responsável pelo segmento de perfumes, cuja sede está localizada em Paris, indica que apenas a licença francesa está a ser negociada a pedido da Dolce & Gabbana.
 
“A Beauty Prestige International está atualmente a estudar uma proposta da Dolce & Gabbana para concluir as atividades de licenciamento realizadas a partir de França até ao final do ano e continuar a produção e distribuição dos produtos Dolce & Gabbana Beauty  à escala mundial por um período mínimo de doze meses a partir 1 de janeiro de 2022", indica o grupo Shiseido em comunicado, sublinhando que estão em curso consultas com os colaboradores da Beauté Prestige International.

Esta mudança poderia permitir que a Shiseido se reorganizasse ainda mais, ou até eventualmente se separasse da sua atividade de perfumaria. Efetivamente, o grupo japonês revelou recentemente o seu plano estratégico para 2023. Um plano que visa nomeadamente uma reorientação para o segmento de cuidados com a pele, que deverá representar 80% das vendas do grupo dentro de dois anos. Neste sentido, de acordo com o jornal americano Woman's Wear Daily, a Shiseido estaria mesmo a considerar a possibilidade de se separar de certas marcas de maquilhagem, como Laura Mercier ou Bare Minerals.
 
A Shiseido, cujos resultados de 2020 foram fortemente afetados pela crise, já assinou em fevereiro um acordo para vender o seu negócio de produtos de higiene e beleza de grande consumo ao fundo de investimento CVC. Uma operação realizada através de uma transferência de ativos por 160 mil milhões de ienes (1,3 mil milhões de euros).

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