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Traduzido por
Novello Dariella
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19 de mai. de 2020
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Shiseido retira as previsões para 2020

Por
AFP
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
19 de mai. de 2020

A empresa japonesa de cosméticos, Shiseido, que depende fortemente da Ásia e dos turistas chineses no Japão, viu os resultados despencarem no primeiro trimestre de 2020 devido ao coronavírus COVID-19 e viu-se obrigada a retirar as previsões anuais.


Shiseido depende da Ásia e dos turistas chineses no Japão - Foto: Shiseido


O grupo conseguiu permanecer no sinal verde, no último trimestre, mas com um lucro líquido simbólico de 1,4 biliões de ienes (12 milhões de euros), uma queda vertiginosa de -96% em relação ao ano passado. O lucro operacional trimestral caiu de -83,3% para 6,5 ​​biliões de ienes, enquanto a faturação do período diminuiu de -17,1% para 226,9 biliões de ienes (1,95 biliões de euros).
 
O mercado japonês, que representa mais de um terço da faturação total do grupo, foi o mais atingido: As vendas caíram -21,2%, mais do que na China (-15,2%), onde um aumento das vendas online amorteceu o golpe. As vendas trimestrais caíram -15,9% no continente americano, e -18,3% na região EMEA, devido às medidas de bloqueio iniciadas em março. Em relação ao travel retail, um canal importante para o grupo, a queda nas vendas no primeiro trimestre, foi limitada a -3,1%.
 
Devido às grandes incertezas, quanto à duração da pandemia e recuperação económica nos países, a Shiseido descartou a sua previsão inicial para 2020 e planeia anunciar outra na publicação dos resultados do primeiro semestre, no início de agosto.
 
O grupo estimava para este ano um lucro líquido de 77,5 biliões de ienes, um aumento de 5,4% em relação a 2019, e um crescimento de 7,8% do volume de negócios anual, visando 1.220 biliões de ienes (mais de 10 biliões de euros).
 
Para garantir liquidez suficiente, a empresa adquiriu uma linha de crédito adicional de 200 biliões de ienes e diminuirá significativamente os seus investimentos industriais neste ano. A Shiseido também pode decidir vender algumas empresas, sugeriu o CEO Masahiko Uotani durante uma reunião de imprensa colectiva online.
 

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