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Silhuetas esguias, mas nunca estéreis, com Haider Ackermann

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 2 de out de 2017
Tempo de leitura
access_time 2 Minutos
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Assistir, num sábado de manhã, a um desfile um desfile de Haider Ackermann, um dos grandes puristas da moda, é um verdadeiro ritual de passagem de todos os verdadeiros fashionistas.


Haider Ackermann - PV18 - Moda feminina - Photo: PixelFormula


A realeza da moda francesa na primeira fila – de Caroline de Maigret e Daniel de la Falaise a Harumi Klossowska e Lou Doillon. E ainda uma verdadeira superestrela, Kourtney Kardashian, que chegou acompanhada de dois enormes guarda-costas de olhar atento.
 
Todos puderam presenciar uma demonstração de moda de uma austeridade encantadora, que abriu com meia dúzia de looks vermelhos com corte cirúrgico, incluindo longos casacos sacerdotais e smokings elegantes com cinto – todos acompanhados por impressionantes sapatos extremamente pontiagudos. O look era de uma rock star elegante, muito polido. Numa coleção totalmente sem estampados, os looks mais bonitos nasciam de combinações elegantes de preto, bege e vermelho sangue, em casacos compridos ou numa série de tops que interligavam tentáculos de seda na perfeição.

Assistir a um desfile de Ackermann é quase uma experiência espiritual, da pureza das roupas à música, que lembra aquela que se ouviria numa igreja – neste caso, On the Nature of Daylight, de Max Richter.

“Fiquei sem fôlego, foi tudo tão incrível”, sussurrou Kourtney a Haider, enquanto posavam para os fotógrafos no backstage. Dirigindo-se a um grupo de editores, Ackermann explicou: “Eu queria nitidez, linear e gráfico, embora com bastante sensualidade. Mas um corte menos aguçado, visto que a vida já é cortante que chegue atualmente”, disse Ackermann sorrindo.
 
O falecido Pierre Bergé gostava de contar a toda a gente que a maison Yves Saint Laurent demorou 15 anos a tornar-se rentável, citando-a como um exemplo de como, nos dias de hoje, os financiadores da indústria da moda não estão preparados para assumir esse tipo de compromisso a longo prazo.
 
No backstage, Anne Chapelle, CEO e parceira financeira de Ackermann, encheu o estilista de elogios, mesmo revelando que a marca ainda não é rentável. Um facto notável, considerando que é distribuída em 280 endereços em todo o mundo, um número impressionante para um criador tão direcionado quanto Ackermann. E uma prova de que o exemplo de Bergé está a ser seguido, pelo menos por Chapelle.
 

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