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Por
AFP
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
9 de nov. de 2021
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3 Minutos
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Stella McCartney diz que a indústria da moda deve abandonar o couro ou 'morrer a tentar'

Por
AFP
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
9 de nov. de 2021

Segundo a estilista britânica e ativista Stella McCartney, a indústria da moda deve preparar-se para eliminar o desperdício e assumir posturas radicais, como descartar totalmente o couro animal.


Stella McCartney fotografada em 2014 - Foto: Shutterstock


Em entrevista à AFP durante a conferência climática da ONU (COP26), em Glasgow, na última quarta-feira (3 de novembro), McCartney disse que as marcas de moda devem "trocar maus negócios por bons negócios" pelo bem do planeta.

“Infelizmente, somos uma das indústrias mais prejudiciais ao meio ambiente. E estou aqui para mostrar o futuro da moda e a todos que basicamente existe uma outra maneira e temos algumas soluções", disse.

Como filha vegetariana de Paul e Linda McCartney, Stella McCartney teve uma educação eco-friendly para a moda. Apesar do ceticismo inicial dos seus colegas, McCartney nunca usou produtos de couro desde que entrou na indústria, há três décadas.

O Kelvingrove Museum and Art Gallery em Glasgow organizou uma instalação durante a COP26 para apresentar os materiais inovadores de baixo carbono usados ​​por McCartney ao longo dos anos. O príncipe Charles e o ator Leonardo DiCaprio, que falam abertamente sobre questões ambientais, foram algumas das celebridades que visitaram a instalação.

Entre os materiais inovadores estão micélio, que pode ser extraído diretamente do fungo e usado como substituto da pele animal para fazer bolsas e sapatos, e NuCycl, uma tecnologia que os fabricantes dizem ser capaz de tornar os têxteis naturais e sintéticos infinitamente recicláveis.

Soluções viáveis



A moda é o segundo maior setor manufator do planeta, responsável por até 8% de todas as emissões de carbono, de acordo com uma pesquisa do World Resources Institute. O principal desafio é colocar materiais mais sustentáveis nas roupas que serão usadas por milhões e milhões de pessoas em todo o mundo.

"Quer dizer, essa é a intenção", disse McCartney. "Esperamos, definitivamente, que essas soluções sejam viáveis e só precisamos de as trazer à atenção do mundo."

Certa vez, a estilista causou polêmica com um vídeo que divulgou denunciando os maus-tratos aos animais dentro da indústria, e excertos do mesmo foram exibidos na exposição.  “Precisamos que as pessoas saibam que centenas de milhões de animais estão a ser mortos anualmente por causa da moda, do couro, de peles e colas de animais”, ressalvou.  

"Assim como os gostos da moda mudam com o tempo, as gerações mais jovens estão menos dispostas a usar produtos de origem animal", acrescentou. "Penso que estamos num momento em que nos tornamos irrelevantes muito rapidamente e as gerações X, Y e Z não vão querer moda má, do mal e suja".

500 mil milhões de dólares em desperdícios



Após três décadas na indústria, Stella McCartney fala sobre as lições que aprendeu sobre o desperdício criado pela busca incessante dos designers por inovação: "As pessoas usam fast fashion no máximo três vezes antes de deitar fora. E isso estão-se a gerar mais de 500 mil milhões de dólares em desperdícios. Isso, para mim, é uma oportunidade de negócio. Então, estou a tentar inverter tudo. Algo como, 'Ei, você pode usar esse desperdício. E vou mostrar-lhe um casaco que posso fazer usando isso'".

Além de ser mais ético e melhor para o planeta, McCartney acredita que os substitutos aos animais têm um argumento de venda muito mais forte. "Estamos a substitui-los por um produto melhor. É mais agradável para ser trabalhado. Quem quer trabalhar num matadouro?" concluiu.
 

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