T-shirts vestem globo

O mercado global de t-shirts deverá continuar a registar um crescimento moderado no médio prazo, segundo um novo relatório, com maior subida em mercados como a China, que também é o maior produtor mundial daquela que é a pedra basilar do guarda-roupa.


De acordo com o relatório “World: T-Shirts – Market Report. Analysis And Forecast To 2025”, publicado pela IndexBox, o mercado global de t-shirts cresceu até aos 12,2 milhões de unidades em 2016, aumentando a uma média 3,2% nos últimos nove anos.

O relatório projeta que o consumo de t-shirts continue a subir a uma taxa de 1,7% ao ano no médio prazo, crescimento alavancado pela recuperação da economia global, contínua urbanização, crescimento da população e melhoria das condições de vida.

Regionalmente, o crescimento deverá acontecer a diferentes ritmos. Enquanto os mercados economicamente maduros dos EUA, Canadá e Europa Ocidental estarão já próximos da capacidade em termos de consumo de t-shirts, as economias emergentes como a China, Índia, Rússia e Brasil estão longe da saturação.

Os países de maior consumo são os EUA (25%), China (19%), Reino Unido (5%), Índia (4%), Japão (4%), Alemanha (3%), Canadá (3%), Coreia (3%), França (2%) e Itália (2%). Os restantes principais países compreendem quase 30% do consumo global.

As maiores taxas anuais de crescimento em termos de consumo de t-shirts entre 2007 e 2016 foram registadas na China, com crescimento de 12,6%, Índia e Japão, com crescimento de 6,5% e 5,0%, respetivamente.

A China reforçou a participação em termos de consumo global de 9% em 2007 para 19% em 2016. Pelo contrário, a participação da França (-2 pontos percentuais), Espanha e Reino Unido (-3 pontos percentuais) caiu no mesmo período.

Produção

A produção de t-shirts saltou de 10,46 mil milhões de unidades em 2007 para 13,05 mil milhões de unidades em 2016, aumentando a uma taxa de 2,5% ao ano. Em termos de valor, a produção ficou nos 49,33 mil milhões de dólares em 2016 (aproximadamente 41,15 mil milhões de euros), com um crescimento residual em relação ao ano anterior. Globalmente, de 2007 a 2016, a taxa média de crescimento anual em relação ao valor da produção foi de 4,3%.

Sem surpresa, os países asiáticos continuaram a liderar na produção de t-shirts – encabeçados pela China, com uma produção de cerca de 5,16 mil milhões de unidades em 2016, o que representou 39% da produção global total.

Os outros grandes produtores foram o Bangladesh (12%), Índia (11%), Turquia (6%), Vietname (3%) e Camboja (3%) – que juntos representaram 74% da produção global de t-shirts.

No entanto, a produção de t-shirts está a deslocalizar-se da China para outros países da Ásia, onde os custos de produção são significativamente mais baixos.

O Camboja (+ 40,0% ano), Vietname (+ 12,8%), Bangladesh (+ 10,6% ano) e Índia (+ 7,6%) registaram os crescimentos mais significativos na produção de t-shirts entre 2007 e 2016.

Cerca de 91% da produção total de t-shirts é para exportação – numa lista de países novamente liderada pela China, Bangladesh, Índia e Turquia.

Em 2016, o volume de exportações globais de t-shirts totalizou 11,8 mil milhões de unidades, segundo o relatório, um crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Em termos de valor, as exportações ficaram relativamente estáveis nos 44,7 mil milhões de dólares em 2016.

A China (25% do total das exportações), o Bangladesh (13%), a Índia (8%), a Turquia (7%), os EUA, o México e o Vietname (4% cada) foram os principais fornecedores globais da peça básica de vestuário.

De 2007 a 2016, o Vietname (+ 13,1% ano), o Bangladesh (+ 10,6% ano) e a Índia (+ 8,6%) foram os fornecedores que mais cresceram entre os principais destinos de exportação.

Enquanto a quota do Bangladesh (+7 pontos percentuais), da Índia (+4 pontos percentuais) e do Vietname (+2 pontos percentuais) cresceu, a participação da China caiu 14%.

O volume de importações globais de t-shirts cresceu 8% em 2016, para 11,0 mil milhões, no valor de 35,8 mil milhões de dólares.

Importação

Os EUA representaram cerca de 29% das importações globais de t-shirts, de acordo com o relatório, tornando-se o principal destino, seguido pela Alemanha, Reino Unido (7% cada), Japão, Itália, França (4% cada) e Espanha (3%).

Os restantes importadores, em conjunto, representaram 42% das importações mundiais. De 2007 a 2016, o Japão (+ 4,6%) e os EUA (+ 3,2%) tiveram a maior taxa de crescimento das importações.

Os demais países importadores apresentaram crescimentos mais moderados ou até negativos. Por exemplo, o Reino Unido e a França (-2%) viram as suas participações reduzidas entre 2007 a 2016, enquanto as dos restantes países ficaram relativamente estáveis ao longo do período analisado.

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