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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
10 de mar de 2020
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3 Minutos
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Tempestades e gastos com COVID-19 ocasionam queda nas vendas de roupa

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
10 de mar de 2020

Dois novos relatórios confirmam que, no mês passado, os gastos dos consumidores do Reino Unido e a queda de Footfall (indicador importante no sucesso da publicidade de uma empresa em trazer pessoas para as suas lojas) foram abalados pelas tempestades e medo de contrair o novo coronavírus. As despesas realmente cresceram 2,2% em fevereiro, "sustentadas por assinaturas digitais e takeaways, já que as pessoas ficaram em casa para fugirem às tempestades e ao risco de contrairem COVID-19", adiantou o Barclaycard.


Lojas fecham no Reino Unido devido a tempestades e COVID-19 - Photo: Sandra Halliday


Enquanto os gastos gerais aumentaram, o receio que o novo coronavírus suscita afectou o sector do retalho em particular, onde se registam as lojas mais atingidas. O sector assume uma descida de 3,6%, já que os compradores evitam as ruas principais de comércio. A moda caiu menos, mas os gastos com vestuário desceram 1,7% como resultado da pandemia.
 
Na verdade, até 28% dos britânicos evitaram as lojas físicas por estarem preocupados com a possibilidade de serem infectados com o novo coronavírus.

Ao mesmo tempo, os gastos com itens essenciais aumentaram 1,6%, impulsionados pelos gastos com supermercados e combustíveis, que cresceram 1,3% e 2,5%, respectivamente, sendo que o stock ilógico foi um factor que contribuiu para isso.
 
As pessoas parecem estar animadas, com o Barclaycard a confirmar que a confiança continua razoavelmente elevada, cerca de 42% dos adultos do Reino Unido mantêm o positivismo, acima dos 32% de há um ano atrás.
 
Dito isto, 36% dos adultos do Reino Unido continuam a ter cuidado com o dinheiro e mais de metade (54%) preocupa-se com o aumento dos preços dos artigos do dia-a-dia e como esta subida afectará a sua capacidade de consumo.
 
O relatório Barclaycard veio ao mesmo tempo que o último Ipsos Retail Performance Retail Traffic Index (RTI) registando valores de queda em fevereiro, com uma descida de 23% quando comparado ao mês anterior em lojas não-alimentares, e uma queda de 14,2% em relação ao ano anterior.
 
Este relatório difere do estudo de Springboard divulgado um dia antes, uma vez que se concentra nas visitas às lojas e não nos destinos gerais (como ruas do centro, parques comerciais e shoppings).
 
Apesar de incluir o Dia dos Namorados, a semana mais tranquila do mês foi a de sete dias a partir de 9 de fevereiro, representando o segundo ponto mais baixo já medido pelo RTI.
 
O diretor de inteligência retalhista da Ipsos Retail Performance, Tim Denison, disse que nos últimos 14 anos, fevereiro tem sido o mês em que a média semanal de queda de Footfall é mais tranquila. Mas o mês passado foi "sem precedentes". A queda de 23% foi superior ao dobro da média desde a viragem do século. "Isto sublinha o impacto que as tempestades como Ciara, Dennis e Jorge tiveram no dia-a-dia e nos negócios de retalho", adiantou.
 
"Para vários retalhistas equipados com capacidade de compras pela internet, as ramificações das vendas podem ser amortecidas, mas para as lojas locais independentes, o mês de fevereiro, este ano mais chuvoso do que o normal, vai atingi-los duramente", acrescentou. “Além da chuva, o novo coronavírus agravou mais ainda os negócios este mês. Para os destinos de retalho mais atraentes para os turistas asiáticos, a queda de Footfall foi muito forte".
 
O gestor está preocupado com os efeitos a longo prazo: "Embora o mau tempo possa ir e vir, estamos simplesmente inseguros sobre a longevidade dos efeitos de COVID-19 no dia-a-dia", disse. "Pode levar a bloqueios locais que prejudicarão o comércio doméstico e turístico nos próximos meses". É irónico que, logo após Brexit estar operacional, e a confiança do consumidor gozar de um impulso, outro contágio atinja o país".


 

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