Têxtil António Falcão lança fio prouzido a partir de milho

Pioneiro em Portugal a fazer fios reciclados usando como matéria prima desperdícios de plástico, o Grupo Falcão avança agora para a produção de fios a partir de grãos de milho: o fio biodegradável PLA. “As fibras de PLA representam uma alternativa sustentável às fibras derivadas do petróleo e constituem a base para materiais inteligentes com funções adicionais, novas aplicações e produtos de nicho. Ao fazê-lo, eles são igualmente económicos e eficientes”, refere a empresa.



Um dos pilares do grupo, através da Fitexar, é precisamente o desenvolvimento de fios sustentáveis, que, como disse António Falcão, um dos administradores, ao T Jornal, “tem uma forte base de crescimento: já termos grandes clientes que estão a analisar a hipótese de substituir os fios de poliéster por esta nova solução”.

O grupo está neste momento numa fase de apresentação ao mercado do novo PLA – pelo que “não é ainda possível ter uma ideia exata do negócio que vai permitir” – respondendo assim ao aumento da procura por produtos mais ecológicos. Até porque, como salientou António Falcão, as fibras sintéticas inovadoras podem oferecer soluções que não podem ser obtidas apenas com fibras naturais.

O fio biodegradável PLA – que resulta de uma parceria entre o departamento de investigação do grupo e outras empresas exteriores ao seu perímetro, tanto a montante como a jusante do resultado final – tem algumas vantagens intrínsecas que vale a pena conhecer: é 100% de matérias-primas renováveis; permite até 70% menos emissões de CO2 e até 42% menos uso de energia na fabricação da matéria-prima; é reciclável e até 100% biodegradável; apresenta boa estabilidade UV e boa solidez à luz; regista boa condutibilidade à humidade (importante, por exemplo, para vestuário funcional); tem maior elasticidade do que o PET; e permite poupança de energia no tingimento devido à baixa temperatura de tingimento de 110 °C.

O fio PLA tem certificado ISEGA para tipos de fibras específicas na área de aplicações com filtragem de água quente, bem como para materiais de embalagem com contato com alimentos.

Com mais de 50 anos de experiência reconhecida como sendo um dos principais produtores de fio de poliéster e poliamida, a empresa de Barcelos registou em 2018 um volume de negócios a rondar os 13 milhões de euros, valor que no final do atual exercício, deverá crescer para os 15 milhões.

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