Têxtil Portuguesa aposta em roupas sem costuras e cresce 2,4 ME

Vila Nova de Famalicão – A produção de vestuário sem costuras, direcionado para a área desportiva, é a aposta de uma têxtil de Famalicão, cujo volume de negócios cresceu de 1,8 milhões de euros em 2010 para 4,2 milhões no último ano.

O administrador da empresa, Pedro Silva, anunciou, durante uma visita do presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, que a meta para 2014 é atingir uma faturação na ordem dos cinco milhões de euros. “Trabalhamos para algumas das principais marcas desportivas”, garantiu o responsável da Sonicarla, empresa que apresenta como principal “troféu” a camisola envergada pelo canoísta norueguês Eirik Veras Larsen quando cortou a meta em primeiro lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

A unidade veste atletas de várias modalidades, desde o ski ao ioga, passando pelo ciclismo, pelo golfe e pelo futebol. Em 2014, nos Jogos Olímpicos de inverno, em Sochi, na Rússia, a empresa voltou a estar presente, dessa vez com equipamentos termorreguladores.

Como sublinhou Pedro Silva, o vestuário sem costuras tem como grande vantagem o conforto, uma vez que poupa os atletas a um “certo arranhar” que pode prejudicar a sua performance.

A Sonicarla nasceu em 1974, tendo-se dedicado inicialmente ao têxtil tradicional. Décadas depois, as dificuldades começaram a surgir, sobretudo por causa da crise internacional e da concorrência asiática, até que em 2010 Pedro Silva tomou conta da fábrica, apontando baterias, exclusivamente, para o “seamless”, vestuário sem costuras e com alto grau de tecnicidade.

Desde então, e apesar da crise, o volume de negócios tem vindo sempre a crescer, um crescimento que de 2012 para 2013 foi de 46 por cento.

“Conseguimos de alguma forma passar ao lado da crise porque fazemos uma aposta constante na inovação”, disse Pedro Silva.

O fabrico de vestuário ativador/regulador muscular é um exemplo recente dessa preocupação de “criar valor” no produto.

A têxtil Sonicarla Europa foi umas das seis empresas finalistas da versão portuguesa do Prémio EY Entrepreneur of The Year 2013, que premiou os melhores exemplos de empreendedorismo em Portugal. Emprega cerca de 130 trabalhadores e exporta para toda a Europa e para os Estados Unidos da América.

A empresa foi hoje visitada por Paulo Cunha no âmbito do roteiro “Made in Famalicão”, criado pelo autarca para divulgar os exemplos de empreendedorismo no concelho.

Imagem: Divulgação

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