Têxtil é um dos setores estrela da economia

As mudanças que numa década o têxtil foi capaz de efectuar transformaram-no num dos sectores estrela da economia nacional e isso deve ser estudado, analisado e utilizado como exemplo. Quem o disse foi o presidente do IAPMEI, Jorge Marques dos Santos, na recente sessão dos encontros Plataforma Empresarial que o jornal Económico dedicou aos sectores do têxtil e do calçado.


“Assistiu-se a uma mudança substancial nos sectores que estavam condenados e que se transformaram de facto em sectores estrela, que são dignos de serem estudados, analisados e utilizados como exemplos”, disse o gestor, que apontou os principais factores da mudança. As empresas perceberam que “continuar a insistir na competitividade baseada em preços baixos seria um desastre e introduziram factores de modernidade, novas tecnologias, novas organizações de trabalho, design, técnicas de gestão e de produção e tecnologias elevadas que provocaram uma grande mudança”, concluiu o presidente do IAPMEI.

Um dos segredos para o renascimento exportador dos têxteis foi a subida na cadeia de valor “com gestão, design e tecnologia”, salientou também João Costa, vice-presidente da ATP. “Estamos num processo de mudança substancial pelos efeitos da modernização, qualificação, criatividade e passamos do fabrico produto para a venda de soluções para os clientes”, salientou o dirigente.

“Deixámos de receber encomendas e colecções feitas pelos clientes para executar. Hoje são os fornecedores, como a indústria portuguesa, que apresentam soluções aos clientes, a que acresce uma capacidade de resposta rápida e ágil”. Isto permite que os clientes não tenham de fazer stocks e mesmo a preços superiores preferem ter alguém com “capacidade de resposta em qualidade, rapidez e de uma forma ágil, mais criativa e inovadora”, concluiu João Costa.

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