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Jornal T
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23 de fev. de 2017
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Têxtil elege inovação e design como principal aposta

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Jornal T
Publicado em
23 de fev. de 2017

“Mais investimento em inovação/design e na inovação e capacidade dos recursos humanos” foi a principal prioridade assinalada num inquérito interactivo realizado na sessão de abertura do iTechStyle Summit, que o Citeve e a Associação Selectiva Moda realizaram a 13 e 14 de Fevereiro, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões.

Face ao sucesso deste primeiro iTechStyle Summit, que este ano contou com a presença durante os dois dias de cerca de 600 parceiros nacionais e internacionais do sector têxtil, há já a garantia que no próximo ano haverá uma segunda edição, durante a qual serão também entregues os prémios InovaTêxtil 2017, a seleccionar nas duas feiras do Modtissimo.


O inquérito interactivo surgiu enquanto decorria o debate de abertura entre os presidentes ou secretários-gerais das quatro associações empresariais do sector têxtil (Paulo Melo, ATP, José Robalo, Anil, César Araújo, Anivec, Luís Ribeiro Fontes, Anit-Lar). O moderador, Braz Costa, director-geral do Citeve, lançou esta espécie de Quiz sobre as opções estratégicas do sector têxtil em diversas áreas aos participantes nessa sessão, na qual estavam presentes cerca de 300 pessoas.

A adesão ao inquérito que dá pistas sobre o futuro do sector ultrapassou as expectativas, tendo participado 252 dos presentes nessa sessão. Um dos empresários disse mesmo que “dificilmente se conseguiriam obter tantas respostas se o mesmo inquérito fosse enviado para todas as empresas da ITV”.

Na verdade, a necessidade de haver um maior investimento na I&D e nos recursos humanos foi votada como principal prioridade por 169 pessoas.

Cada participante tinha a possibilidade de definir três prioridades, surgindo em segundo lugar, com 151 votos, uma “maior procura de soluções integradas (materiais+tecnologia+produção+serviços). A terceira prioridade apontada, com 105 votos, foi “o crescimento do mercado dos têxteis técnicos”.

Depois das próximas tendências, os participantes foram questionados sobre as prioridades de investigação em materiais inteligentes e de alta performance. Nesta área, a maioria definiu como as três principais prioridades as “fibras e materiais têxteis de elevada performance”, as “superfícies têxteis multifuncionais e as respectivas tecnologias de processamento” e “os têxteis electrónicos para estruturas inteligentes, interiores funcionais, e sistemas inteligentes vestíveis”.

O terceiro Quiz sobre novas tecnologias de manufactura, cadeia de valores e modelo de negócio apontou a “digitalização e flexibilização dos processos produtivos e fábricas”, como primeira prioridade, surgindo depois “as novas tecnologias de manufactura para produção de têxteis complexos e estruturas compósitas”. E em terceiro lugar “os novos modelos de negócio baseados em tecnologias digitais”.

O quarto inquérito foi sobre a economia circular e utilização eficiente de recursos. Aqui, a maioria apostou nas “novas tecnologias de processo flexíveis para poupar água, energia e químicos”, na “reciclagem têxtil hi-tech para conceitos de economia circular” e nos “substitutos sustentáveis para químicos e bioquímicos perigosos e/ou em vias de proibição”.

No último inquérito sobre as soluções de alto valor acrescentado para mercados emergentes, as prioridades definidas foram os “produtos têxteis para a saúde, desporto e proteção individual”, a “moda personalizada e produtos de vestir funcionais” e as “soluções têxteis para os recursos e para a protecção de uma população global crescente”.

A ideia de realizar o inquérito interactivo surgiu porque na tarde desse mesmo dia iam estar reunidos a discutir sugestões para o próximo quadro comunitário de apoio especialistas dos centros tecnológicos, representantes das associações patronais e dos governos regionais, que integram a Regiotex, que é, aliás, liderada pelos líderes desses governos regionais, com o suporte técnico dos centros tecnológicos. No caso português, o próprio Citeve, e o seu director-geral Braz Costa, que é vice-presidente.

Mas se o inquérito foi um sucesso, o próprio debate também foi, não só pela presença de representantes das quatro associações empresariais existentes em Portugal, mas também pela percepção de que há muitos pontos em comum entre as associações do sector têxtil.

Essa convergência foi também visível na forma como todos olham para questões como o Brexit ou o proteccionismo comercial que Donald Trump quer aplicar. Aí a palavra-chave foi “resiliência” para ultrapassar aquilo que possa vir a surgir com os eventuais entraves comerciais por parte do Reino Unido e dos EUA.

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