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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
9 de set. de 2021
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3 Minutos
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Tod’s perde quatro vezes menos no primeiro semestre

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
9 de set. de 2021

A Tod's está a recuperar graças ao mercado chinês e ao seu e-commerce. No primeiro semestre de 2021, a marca italiana de calçado de luxo viu as suas vendas subirem 55,1% para 398,4 milhões de euros, também graças ao bom desempenho das marcas Tod's e Roger Vivier. Mas, o volume de negócios ainda é 10,9%, menor do que nos primeiros seis meses de 2019, o período pré-pandemia.
  

A marca principal do grupo rejuvenesceu a sua oferta. Na imagem, um look para o verão de 2022 - Tod's


O grupo, que também é proprietário das marcas Hogan e Fay, conseguiu recuperar em rentabilidade entre janeiro e junho. Reduziu o seu prejuízo líquido, que se fixou em 20,7 milhões de euros a 30 de junho de 2021, contra -80,6 milhões um ano antes. A empresa gerou também um resultado operacional bruto (EBITDA) de 64,9 milhões de euros, contra um prejuízo operacional de 18,7 milhões no primeiro semestre de 2020.
 
O prejuízo operacional (EBIT) também diminuiu, situando-se em 2,7 milhões, contra -94,1 milhões de euros no mesmo período de 2020. Estes resultados foram nomeadamente afetados “por uma desvalorização excecional dos stocks de 30 milhões de euros”, indica a marca. Ao que se somam outros fatores, como o aumento dos custos de matéria-prima e da logística.

O CEO Diego Della Valle resume em comunicado: “Este segundo trimestre confirmou uma aceleração do desempenho do grupo, principalmente nas regiões onde as lojas estão a operar a plena capacidade. O crescimento na China é particularmente significativo, enquanto as zonas penalizadas pela ausência de turistas ainda continuam debilitadas. Os resultados da Roger Vivier são bastante satisfatórios, bem como o feedback dos consumidores sobre as coleções da Tod’s, tanto de calçado como de artigos de couro. Também estamos muito felizes com o bom arranque das coleções de outono atualmente nas lojas.”
 
Sem dar números sobre as suas vendas online, o empresário destaca “os excelentes resultados do canal e-commerce graças aos expressivos investimentos feitos no digital”. Estes investimentos acompanham a nova estratégia do grupo, que visa uma clientela mais jovem e que tem, assim, passado por rejuvenescer a sua oferta e a sua comunicação.
 
Neste contexto, a Tod’s, marca principal do grupo, viu as suas vendas dispararem 50,9% para 188 milhões de euros (-17,1% face ao primeiro semestre de 2019), enquanto as da Roger Vivier saltaram 83,6% para 112,7 milhões de euros, aumentando 14,2% em relação ao período pré-Covid (primeiro semestre de 2019).

Em termos geográficos, a Grande China, principal mercado do grupo com uma quota de 39,2%, registou o maior crescimento (+110,2% em relação ao primeiro semestre de 2020 e +43,5% face ao primeiro semestre de 2019), seguida pelas Américas (+58,2%), Itália (+35,5%), que representa apenas 22,3% do volume de negócios total, o resto do mundo (+33,8%) e o resto da Europa (+22,1%).
 
As vendas a retalho atingiram 292 milhões de euros, crescendo 57,7%, enquanto as vendas por atacado atingiram 106,4 milhões de euros, aumentando 48,2%. A 30 de junho, o grupo Tod's contava com 304 lojas próprias e 96 em regime franchise, contra 292 e 112, respetivamente, no ano anterior.

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