Tod’s: vendas retraem-se nos primeiros nove meses de 2018

O grupo de luxo italiano anunciou na quarta-feira um declínio nas vendas de 2,2% para 706 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018. O motivo foi, sobretudo, o impacto negativo dos efeitos cambiais. A taxas constantes, o volume de negócios da empresa cotada em Milão sofreu durante o período uma queda menor de 0,1%.


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Tod's - primavera-verão 2019 - Prêt-à-porter feminino- Milão - © PixelFormula

Marca por marca, o volume de negócios da Tod’s atingiu os 376,3 milhões de euros, uma queda de 3,1% (-0,4% a taxas de câmbio constantes). As vendas da sua marca Roger Vivier também diminuíram 3%, para 127,4 milhões de euros (+ 0,8% a taxas de câmbio constantes).
 
"A desaceleração no terceiro trimestre está ligada à fraqueza de alguns mercados durante os meses de verão, mas a tendência mostra sinais de melhoria nas últimas semanas, e estamos confiantes para o final do ano, tendo em conta a boa receção das coleções do nosso novo designer (Gherardo Felloni)", declarou o grupo a propósito da Roger Vivier.
 
Por seu lado, a Fay registou um recuo de 2,8% para 43,5 milhões de euros (-2,7% a taxas de câmbio constantes). Apenas a marca Hogan conseguiu uma progressão nas vendas de 0,9% (1,6% a taxas de câmbio constantes) para 158,2 milhões de euros.

Por categoria de produto, o calçado teve um peso de 562,2 milhões de euros em nove meses, enquanto o prêt-à-porter e os acessórios atingiram, respetivamente, vendas de 47,1 e 96,1 milhões.

Finalmente, de um ponto de vista geográfico, o grupo caiu 4,4% no seu mercado doméstico para 217,5 milhões de euros, "devido à fraqueza persistente deste mercado", declarou o grupo. Na Europa (excluindo Itália), as vendas progrediram 0,8% para 184,4 milhões de euros, enquanto as regiões das Américas e da Grande China registaram quedas de 7,8% e 1,7%, respetivamente.

"Os resultados anunciados hoje estão, no geral, em linha com as nossas expectativas", disse Diego Della Valle, CEO do grupo Tod's, que garantiu que o novo modelo de negócio da empresa, apoiado por uma evolução do conceito de loja e gamas de produtos, dará frutos no próximo ano. "Os primeiros efeitos do novo modelo (Tod's Factory) começam a fazer-se sentir e, a partir de agora, a cada dois meses, chegarão novos produtos às lojas, apoiados por planos de marketing e de comunicação sólidos e pertinentes."

Mas, para medir verdadeiramente os efeitos, será necessário um pouco de paciência. Segundo Diego Della Valle, ainda serão necessários alguns meses para que o grupo se adapte às novas expectativas dos consumidores. "Temos muito trabalho a fazer: trata-se de prestar atenção à evolução dos mercados mundiais, que nunca refletirão as mesmas condições às quais estávamos habituados no passado.”

Traduzido por Estela Ataíde

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