Tommy Hilfiger e Lewis Hamilton apresentam evento “see-now-buy-now” em Xangai

Um dia antes da temporada global de desfiles de moda começar  sua turné de um mês em Nova Iorque, a Tommy Hilfiger deu o tiro de partida com um evento gigantesco na noite de terça-feira (4) em Xangai.
 

O evento realizou-se em Xangai

O evento foi o quinto desfile do conceito mais bem sucedido de “see-now-buy-now”, e marcou a estreia do campeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton como designer de moda. A sua colaboração com Tommy, destacada com alguns belos logótipos Gothic LH e LWTH, aconteceu quatro temporadas depois de Hilfiger se unir à supermodelo Gigi Hadid.
 
O estilista apresentou um desfile de 113 looks às margens do rio Huangpu, com os arranha-céus multicoloridos e a lendária Torre Oriental de Pudong do outro lado do rio ao fundo. Num toque elegante, um prédio feito numa enorme versão néon de 12 andares do logótipo náutico vermelho-branco-e-azul da Hilfiger.
 
As ideias de Hamilton abriram o desfile, antes da coleção feminina principal da Tommy Hilfiger e de outra estreia: Icons of Tomorrow, que contou com hipsters como Hailey Baldwin, Winnie Harlow e Maggie Jiang.
  
Baldwin abriu o desfile num conjunto às riscas vermelho e branco britânico, top desportivo e sweatshirt. O primeiro de 29 looks athleisure - casacos desportivos laranja brilhante; casacos com fecho-éclair de veludo vermelho e preto, tops verde-esmeralda e casacos de basebol. Todos complementados com botas de plataforma, enquanto o elenco desfilava junto ao rio lamacento. Ao fundo, dezenas de barcos brilhantemente iluminados passavam enquanto os seus passageiros aplaudiam os modelos.
 
Antes do desfile, Hamilton já havia divulgado imagens do seu lookbook - do qual é o modelo - e um vídeo completo. Um teaser engenhoso para a roupa da linha, que começou a ser vendida no instante em que os modelos saíram da passarela de 120 metros.
                            
Para os momentos mais frios, casacos e parkas xadrez; camisas com patchwork e casacos varsity em couro vermelho sangue, combinados com malhas, mochilas e chapéus com o logótipo LH Gothic.


Tommy x Lewis

Hamilton tem sido presença certa nos principais desfiles europeus há quase uma década, e pequenos toques com as ideias atléticas de Riccardo Tisci, o pied-de-poule de Thom Browne e a obsessão das sapatilhas Off-White de Virgil Abloh percorreram a coleção. Foi uma afirmação estilística clara e coerente da estética americana preppy, mas com um toque de streetstyle.

Hamilton pode muito bem ser um novato em design, mas tinha uma ideia clara do que queria desde o primeiro dia em que conheceu a equipa de design da Hilfiger.
"Honestamente, é uma honra fazer parte da família Tommy Hilfiger. Aceitei o desafio de me tornar um estagiário de Tommy, porque ele é um ícone", disse Hamilton modestamente.
 
No mais recente avanço tecnológico da Hilfiger, Tommy associou-se ao Tmall.com da Alibaba, a maior plataforma de e-commerce do mundo. Antes do desfile, os convidados puderam calcular as suas medidas exatas em espelhos de realidade aumentada, conferir vários looks no seu avatar em enormes telas e fazer o pedido para entrega imediata.

Tommy e Lewis foram ovacionados no final de desfile. Hamilton tem uma enorme base de fãs na China. Desde o primeiro Grand Prix da China em 2004, conquistou um recorde de cinco vitórias na pista internacional de Xangai, conhecida pelas suas combinações de curvas difíceis. A vida na moda deve parecer muito mais simples.
 
A passarela e a primeira fila foram preenchidas por influenciadores, como a estrela do Instagram Lucky Blue, o cineasta Christian Coppola, a apresentadora Laura Tobon, a estilista Mia Kong e a bióloga e modelo Ninouk Akkerman.


As roupas começaram a ser vendidas no instante em que os modelos saíram da passarela de 120 metros

"Prefiro gastar meu orçamento em influenciadores, macro e micro, do que em apenas mais um monte de anúncios de revistas", ressaltou Tommy.
 
O cenário foi mais um exemplo do crescente poder económico da China. Há uma década, a margem do Huangpu era uma faixa desgastada de docas e prédios decadentes, além de mansões históricas ultrapassadas. Hoje, é uma costa quase intocada de 45 quilómetros com pistas de corrida, mini-pontes e pequenos parques encantadores.
 
A Hilfiger não divulga números exatos, mas a China deve responder por cerca de 700 milhões de dólares em vendas anuais. Nada mal para um designer que começou há quatro décadas com uma pequena loja no porão de uma obscura cidade do interior de Nova Iorque. Isto é que é aproveitar o sonho americano na China.

Traduzido por Novello Dariella

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