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Toni Ruiz (Mango): "Seremos capazes de pagar a dívida em pouco tempo"

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 11 de dez de 2019
Tempo de leitura
access_time 6 Minutos
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"Faltam apenas algumas semanas para fechar 2019. Antecipo que as vendas nos correram muito bem até agora e esperamos que continuem assim até ao final do ano", afirmou Toni Ruiz, diretor-geral da Mango, a 27 de novembro, coincidindo com a apresentação à imprensa da sua grande aposta logística: umas impressionantes instalações de 190 mil metros quadrados, localizadas em Liçà d'Amunt (Barcelona), nas quais a empresa catalã investiu mais de 230 milhões de euros. Uma ocasião imbatível para fazer um balanço e analisar os futuros projetos da Mango, juntamente com o seu responsável máximo.


Toni Ruiz (esq), diretor-general da Mango, e Antonio Pascual (dta), diretor de supply chain - Mango


Os últimos anos não foram fáceis para a Mango. Acusando o impacto de um profundo plano de reestruturação, a empresa entrou em números vermelhos em 2016. E, embora as perdas tenham sido progressivamente reduzidas, a marca encadeou três exercícios no negativo. "Somámos vários anos em que os resultados não nos acompanharam", reconhece o executivo, que ascendeu ao cargo de diretor-geral em outubro de 2018, depois de três anos à frente da direção financeira. "Foi um período no qual fizemos uma grande transformação na empresa. As vendas deste ano estão a correr bem para nós e esperamos que por estes dias se confirme o aumento e a chegada a resultados positivos este ano", afirma, sublinhando que a semana da Black Friday é "o momento do ano no qual a Mango vende mais", também impulsionada pelo efeito da Cyber Monday e pela posterior campanha de Natal. "Têm sempre sido semanas importantes para nós."
 

Otimismo para o exercício de 2019

As previsões da Mango, que tradicionalmente encerra o seu exercício fiscal a 31 de dezembro, são positivas em todas as variáveis. "Em 2016, fechámos com uma dívida líquida de 617 milhões de euros. Em 2018, reduzimos para 315 milhões de euros", lembra o diretor-geral. "A mudança foi considerável. E se a colocarmos em proporção aos resultados, que é um rácio habitual, encerrámos 2016 com uma proporção de 8, o que é elevadíssimo. No ano passado, terminamos em 2,5 e, neste exercício, será muito melhor, tanto no que diz respeito à dívida líquida como aos resultados", prevê otimista.

A dívida é, há vários anos, um dos cavalos de batalha da empresa com sede em Barcelona. No final do ano passado, a Mango assinou um acordo com entidades bancárias para refinanciar a sua dívida até 2023: um empréstimo sindicado que subiu para 500 milhões de euros. "Esta operação permitiu-nos estruturar a dívida pelos próximos anos. E seremos capazes pagar em pouco tempo", afirma o executivo, sem deixar portas abertas. "Outra coisa, é que entendamos que poderá haver projetos que sejam muito mais rentáveis para pagar esta dívida imediatamente. Em alguns anos, a Mango poderá ser capaz de ajustar a dívida líquida positivamente”, insiste.

Quais são os projetos com o maior retorno sobre os quais fala Toni Ruiz? "Estamos num setor em plena transformação. Em cima da mesa está o reajuste dos nossos estabelecimentos e o desenvolvimento tecnológico", reflete o executivo. "O nosso parque de lojas será transformado à medida que melhorarmos em termos de omnicanalidade. A nível logístico, este desenvolvimento estará associado à implementação de novos centros de proximidade para facilitar as operações. Em tecnologia e dados, estamos a fazer um esforço, como todas as empresas. Sendo uma empresa de moda como somos hoje, também somos uma empresa na qual os dados são cada vez mais importantes para melhorar o produto, as nossas operações, a comunicação com os clientes... Temos projetos suficientes e muitas ideias para continuar a fazer da Mango uma empresa muito grande", garante.


Os executivos apresentaram as novas instalações logísticas da Mango em Lliçà d’Amunt - Mango


Entre as suas novidades financeiras, em meados de novembro a empresa anunciou que emitirá notas promissórias pela primeira vez na sua história no Mercado Alternativo de Renda Fixa (MARF). "A Mango não precisava de financiamento adicional. Queríamos avançar em fontes de financiamento alternativas à bancária e entrar num mercado onde ainda não o tínhamos feito até agora. É uma pequena emissão para reduzir um pouco o nosso custo financeiro. Não temos ideia de fazer nada no futuro, não precisamos", diz o diretor, esclarecendo qualquer dúvida.
 

Impulso logístico e planos futuros



Olhando para o futuro, as instalações logísticas de Lliçà d'Amunt são uma das maiores apostas da empresa. "Este centro é um ativo fundamental da empresa, no qual trabalhámos nos últimos anos", afirma Toni Ruiz. Por seu lado, Antonio Pascual, diretor de supply chain da Mango, apoia esta tese. "Este centro permite-nos dar o serviço que queremos continuar a proporcionar aos nossos clientes. Estamos entre os melhores, em combinação de capacidade de entrega e de personalização."

O projeto não fica por aqui, já que até 2023 serão adicionados 90 mil metros quadrados de superfície às instalações. "Nesta ampliação, pretendemos atingir três objetivos. O primeiro é garantir que continuamos a prestar esse mesmo serviço, sem limitação e durante muito tempo. Em segundo lugar, queremos ter uma expedição diferente, mais ágil do que a que temos hoje, que nos permita combinar mercadoria enviada para as lojas com pedidos enviados ao cliente final. E, terceiro, queremos dotar-nos da capacidade de gerar pedidos online", enumera Antonio Pascual, explicando que atualmente o espaço abastece as lojas e os centros logísticos satélite. "Ainda não fizemos uma estimativa, mas, sem dúvida, o número de pessoas para trabalhar aqui aumentará, pois estamos a aumentar a área em 50%", antecipa o responsável de logística.
 
Não obstante, a Mango ainda tem um caminho a percorrer em matéria de Rfid (sistema de identificação por radiofrequência), tendo em conta que este só está implementado em cerca de vinte lojas, em comparação com a totalidade da rede de distribuição que a Inditex pretende alcançar em 2020. "Estamos num projeto piloto. A nossa intenção é estendê-lo a todas as nossas lojas próprias", explica Antonio Pascual sobre os seus planos a três anos. "Nesta fase do projeto, ainda não estamos a pensar exatamente qual será o investimento. O que sabemos é que queremos continuar com este projeto e que no próximo ano precisaremos de lhe dar um impulso", acrescenta.

E que balanço faz Toni Ruiz da intensa reestruturação da empresa? "Melhorámos muito a nossa oferta comercial, o nosso produto é muito mais atrativo. Estamos a trabalhar muito nisso. O posicionamento e o nosso ADN são uma questão muito importante para a Mango", insiste o diretor-geral, destacando igualmente a melhoria do parque de lojas "para passar de espaços muito mais pequenos para outros maiores, nos quais a experiência de compra, a coleção que se pode apresentar e os serviços estão de acordo com a empresa que queremos". Atualmente, a empresa está presente em 110 países, com uma área comercial total de 800 mil metros quadrados. "Em seis anos, crescemos todos os anos no número de metros quadrados que abrimos, aumentando em 50% o tamanho médio das nossas lojas, algo que foi muito relevante para nós", assegura Toni Ruiz.

Depois de ter inaugurado o seu centro de inovação digital de Barcelona em abril, o negócio e o posicionamento online da Mango são uma prioridade. "Na transformação digital, fizemos muitos avanços. Somos uma empresa de referência, já que no ano passado 20% da nossa faturação veio do comércio eletrónico", afirma sobre um número que deverá chegar a 30% em 2020. "Para o futuro, queremos ser uma empresa de moda muito orientada para dados. Precisamos de utilizar toda a informação que já temos hoje para dar um salto qualitativo", assegura o diretor-geral. Uma declaração de intenções para os próximos exercícios, que se anunciam de mudança.

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