Totalmente repaginado, Bazzah registra crescimento de 350% em dois meses

Depois de dois anos de operação, o e-commerce Bazzah surge totalmente repaginado. E as mudanças vão além do visual. Dos fornecedores ao modelo de negócio, a operação mudou completamente. Criada por um grupo de sete jovens empreendedores com olhar afiado, que pesquisa no Brasil inteiro, a plataforma de moda considera seu lançamento oficial agora, em 2018. A proposta é reunir marcas que ainda não apareceram para o grande varejo, dando ao consumidor a oportunidade de descobrir o que está acontecendo de mais atual. Para se ter uma ideia, atualmente, o marketplace já reúne 150 neomarcas, mas a ideia é dobrar este número nos próximos dois meses.

Daniel Peres Chor, neto de José Isaac Peres e herdeiro do Grupo Multiplan, é um dos nomes por trás da empreitada. Ele conversou com o Fashion Network sobre expectativas de crescimento e sobre o atual momento do comércio de moda. 


O marketplace Bazzah surge em nova versão, reunindo neomarcas cariocas - Divulgação


FASHION NETWORK: Quais são as expectativas de crescimento em termos de vendas? Mesmo com Copa e Eleições vocês veem 2018 com otimismo?

Daniel Peres Chor:
 Eu acredito que seria irreal entregar uma expectativa de venda com precisão neste momento que o país vive. Nos últimos dois meses, nossas vendas aumentaram em 350%, de forma totalmente orgânica. A gente começou a investir em marketing digital pesado apenas este mês e esperamos colher os resultados no mês que vem, e crescer ainda mais. Já sobre a Copa, enxergamos como algo positivo, principalmente vindo antes da eleição. Independentemente de lendas urbanas como “a Copa decide a eleição”, conseguimos ver aí uma oportunidade de animar a população com o futebol, símbolo tão grande do nosso país. Espero que a população olhe para o futuro nesta eleição. E que não seja em prol da Direita ou da Esquerda, mas em prol do Brasil, das pessoas. 

Você acompanha o universo da moda desde muito novo. Como você vê o atual momento do comércio?

Daniel Peres Chor: O crescimento do e-commerce vem sendo exponencial, já que, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, existe uma tendência muito grande em unir os canais. Em vez de monocanalizar, a aposta é ter clientes multicanalizados. O termo “omni” representa o futuro da nossa indústria. Com exemplos como Walgreens, Walmart e Macy's, estamos falando de implementos em vendas para consumidores multicanal que variam 2, 4, 6 até 8 vezes (como no caso da Macy's).
 
 
Daniel Peres Chor: herdeiro do grupo Multiplan é um dos nomes por trás do Bazzah - Divulgação

Além da forma de entregar o produto, o que mudou para as marcas e para os consumidores?

Daniel Peres Chor: A mudança que a gente mais enxerga nos últimos 100 anos é no modo de consumo: da abundância para a seleção de precisão. Hoje, em tempos de conscientização, há percepções mais globais do que acontece ao redor do mundo. A moda mudou completamente. O valor agregado é percebido muito mais pela questão da colaboração, do propósito, da sustentabilidade social e financeira. A gente sai de uma era de consumo das praças, da rua, das galerias, dos shoppings, do desejo imediato para uma era pautada no everywhere, no alcance. É o que o novo consumidor procura nas marcas: a autonomia. Muitas delas surgem de pessoas que eram executivas, ou de jovens que querem empreender para ter mais liberdade financeira e sobre seus processos, sobre seus propósitos e sobre os seus produtos.
 
Como é feita a curadoria das marcas?

Daniel Peres Chor: 
A gente busca as neomarcas que se encaixam nesse novo modelo de consumo e de moda. Nossa curadoria é bastante ampla: olhamos para aspectos pragmáticos, como produto, qualidade, operação, atendimento, avaliamos se a marca responde rápido aos pontos de contato, se ela consegue concluir bem um processo de compra. Também é importante como é feita a comunicação: se a marca tem conteúdo ou não, o que é fundamental nessa época omni, da união do on com off. Por outro lado, um pouco mais lúdico, procuramos a pessoa por trás da marca, se aquilo é um propósito de vida...
 
Vocês têm um serviço de fotos. Como isso funciona? 

Daniel Peres Chor:
  Temos um serviço de fotos que é distribuído para todas as marcas. Disponibilizamos o nosso estúdio de forma gratuita, para as marcas usarem equipamento, luzes e economizarem na produção do conteúdo. Além disso, o estúdio é usado para que nós possamos produzir conteúdo próprio para alimentar o Bazzah e as nossas redes em diferentes ciclos: semestral, trimestral e mensal, cada um com sua função.  Além de criarmos uma união maior na linha estética dos nossos produtos, a disponibilidade desse espaço atende a muita gente que trabalha com um estoque mais limitado. O propósito do Bazzah, muito além de reunir marcas, é esse: criar fomento para que os neoprodutores cresçam.


Modelo veste looks do Bazzah - Divulgação

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