×
357
Fashion Jobs
MINGA LONDON
Ecommerce Manager
Efetivo - CLT · GUIMARÃES
MINGA LONDON
Head of Creative Content / Art Director
Efetivo - CLT · GUIMARÃES
SALSA
IT Retail Systems Specialist – Oportunidade de Suporte e Participação em Projetos de IT
Efetivo - CLT · Vila Nova de Famalicão
GIANNI KAVANAGH
Marketing Director
Efetivo - CLT · BRAGA
SALSA
IT Development Specialist – Oportunidade de Fazer a Diferença no Dia a Dia do Utilizador Final
Efetivo - CLT · Vila Nova de Famalicão
ADIDAS
Sap Fico Tech Consultant (m/f)
Efetivo - CLT · Porto
TIFFOSI
Area Manager (m/f)
Efetivo - CLT · Faro
ADIDAS
Buyer - German Speaker (m/f)
Efetivo - CLT · Porto
JD SPORT
Stock Financial Controller
Efetivo - CLT · Alicante
JD SPORT
Demand Planner
Efetivo - CLT · Alicante
EL CORTE INGLÉS, GRANDES ARMAZÉNS SA
Vendedores de Moda
Efetivo - CLT · LISBOA
RE/MAX COLLECTION, MAXGROUP
Profissional do Setor de Moda (m/f) Com Vertente Comercial
Estágio · LISBOA
BROWNIE
Sales Advisor
Efetivo - CLT · PORTO
BROWNIE
Sales Advisor
Efetivo - CLT · LISBOA
SALSA
Salsa Vendedor(a) de Loja - 8ª Avenida - a Tua Melhor Versão
Efetivo - CLT · São João da Madeira
SALSA
Salsa Vendedor(a) de Loja - Parque Atlântico - a Tua Melhor Versão
Efetivo - CLT · Ponta Delgada
CONFIDENCIAL
Engenheiro(a) de Qualidade Têxtil - Vestuário
Efetivo - CLT · PORTO
SANDRO PORTUGAL
Concession Manager - Lisboa el Corte Ingles h/m
Efetivo - CLT · LISBOA
LION OF PORCHES
Técnico(a) de Qualidade
Efetivo - CLT · VILA DO CONDE
RALPH LAUREN
Sales Associate (Vendedor Loja)
Efetivo - CLT · Alcochete
SANDRO PORTUGAL
16 Hours Sales Assistant Lisbon h/m
Trainee · LISBOA
MINGA LONDON
Stylist
Efetivo - CLT · GUIMARÃES
Por
Portugal Textil
Publicado em
7 de jan de 2020
Tempo de leitura
3 Minutos
Partilhar
Fazer download
Fazer download do artigo
Imprimir
Clique aqui para imprimir
Text size
aA+ aA-

Upcycling nas mãos da A. Ferreira

Por
Portugal Textil
Publicado em
7 de jan de 2020

Atenta às tendências de mercado, a A. Ferreira & Filhos tem vindo a investir na área da sustentabilidade, tanto no private label como na marca própria Wedoble. Agora, as cartas estão na mesa, com o lançamento da nova marca BUSP – Buy Upcycling Save the Planet, dedicada à redução do desperdício.


Cátia Relvas e Márcia Pacheco


«Neste momento temos em mãos um projeto que vem do upcycling, em que reaproveitamos o desperdício da nossa produção, em termos de fio», revela Cátia Relvas, responsável pelo sistema de gestão da qualidade e da inovação, ao Portugal Têxtil. Lançada em novembro, a marca chama-se BUSP – Buy Upcycling Save the Planet e surge da necessidade, da empresa A. Ferreira & Filhos, de reduzir o seu impacto ambiental.

Aproveitando as matérias-primas que sobram da produção de coleções anteriores, a marca transforma o desperdício num novo produto – um cachecol – conferindo-lhe valor acrescentado, através da combinação de diferentes composições e incorporação de design. A BUSP assume-se, então, como «uma marca sustentável na produção de cachecóis para homem e senhora», descreve na sua página de Facebook, um dos canais de venda dos produtos, a par do Instagram.

Esta é mais uma das estratégias da produtora de vestuário e têxteis-lar, que nos últimos anos tem vindo a apostar na vertente ecológica. «Já temos certificado OEKO-TEX e estamos cada vez mais a apostar em fibras que sejam naturais», afirma Cátia Relvas, adiantando que agora estão «a implementar o sistema de gestão de qualidade. Vamos ter o [certificado] GOTS e o próximo passo é também certificar o sistema de gestão de IDI [Investigação, Desenvolvimento e Inovação]».

Ambição em meia dose

Do universo da A. Ferreira & Filhos, também faz parte a Wedoble, marca de vestuário de criança, com uma representatividade no total da faturação que se tem vindo a aproximar dos 50%. «É um objetivo ambicioso, porque uma marca tem outro tipo de desafios, de investimentos financeiros e a parte do private label é importante para nós, até para continuarmos a ter preços bons», explica Márcia Pacheco, gestora da Wedoble, ao Portugal Têxtil.

Para a coleção outono-inverno 2020/2021, a marca segue a aposta da empresa-mãe na sustentabilidade, com a «utilização de fios novos», nos quais, «cada vez mais, os orgânicos vão ocupar uma parte maior da coleção», além dos «fios nobres, como a caxemira», assegura a gestora.

Exportando cerca de 80% da sua produção, a marca vende sobretudo para Itália, Reino Unido, Espanha, Holanda e, mais recentemente, Colômbia. Contudo, Márcia Pacheco admite que «este ano deixamos de vender a Wedoble nos EUA. Tínhamos um showroom em Nova Iorque, mas não estava a correr muito bem». No entanto, a decisão não é permanente e a marca espera voltar com um cliente importador. «Do outro lado do oceano, é melhor ter um importador do que um agente», reconhece a gestora.

Em Portugal, a Wedoble tem quase 150 pontos de venda, em lojas multimarca, além da presença online, nas plataformas Minty Square e Dott. Não obstante, «como temos tão pouco stock começa a ser insuficiente para distribuir por todas as plataformas», assevera Márcia Pacheco.

Apesar da A. Ferreira & Filhos integrar «o ciclo completo» de produção, desde armazenamento, fiação, tricotagem, confeção e lavandaria, a gestora esclarece que «subcontratamos alguma parte da confeção», porque «não temos capacidade para tudo». A empresa emprega 76 trabalhadores que produzem entre 250 a 350 mil peças por ano, sendo que 150 mil são para a Wedoble.

Este volume de produção chegou para que, em 2018, a A. Ferreira & Filhos atingisse os 4 milhões de euros de faturação. O corrente ano começou com o pé esquerdo para o private label, prejudicado pelo encerramento de algumas lojas do seu cliente Gant. «O primeiro semestre foi um pouco fraco», nomeadamente «ao nível dos têxteis-lar», assume a gestora. «O desfecho deste ano ainda está em aberto. O objetivo é sempre crescer, na ordem dos 5%», garante. Agora é o momento de «estabilizar» e «garantir os clientes que temos. Ambicionamos um crescimento, mas não muito ambicioso», conclui Márcia Pacheco.

Copyright © 2021 Portugal Têxtil. Todos os direitos reservados.