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Portugal Textil
Publicado em
23 de mar. de 2018
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2 Minutos
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Usar mais e lavar menos: o mantra da roupa sustentável

Por
Portugal Textil
Publicado em
23 de mar. de 2018

Um estudo norueguês fez um balanço preocupante da poluição gerada por microfibras sintéticas que se libertam do vestuário. E deixou vários recados para produtores e consumidores.


Um novo estudo salienta que é preciso implementar novas políticas e tecnologias para reduzir substancialmente a libertação de microfibras para o meio ambiente. O trabalho confirma que estes materiais, pequenos bocados de plástico que escapam da roupa durante as lavagens, estão passar nos filtros das estações de tratamento e acabam na cadeia alimentar. Entre 20% e 35% de todos os microplásticos que poluem o ambiente marinho têm origem em vestuário feito de matérias-primas sintéticos.

O instituto norueguês SIFO, de estudos virados para os direitos do consumidor, divulgou este relatório, no qual uma equipa de investigadores australianos e noruegueses descrevem o impacto dos diferentes materiais e métodos de lavagem no meio ambiente.

Deste modo, as recomendações dos especialistas passam por investir em roupa de melhor qualidade, que aparentemente, larga menos fibras, por lavagens menos frequentes e em ciclos mais suaves e por aumentar o número de peças obtidas a partir de fibras naturais no guarda-roupa.

Os efeitos desta poluição microscópica incluem a ingestão de materiais tóxicos por parte da vida aquática em oceanos, agua potável e habitats costeiros. Outro trabalho, financiado pela Australian Wool Innovation (AWI) e pela Cotton Research and Development Corporation (CRDC), chegou à conclusão que a escala do problema só começa agora a ser exposta.

«Precisamos de estratégias para garantir a procura, mas sem consumo excessivo e evitando danos desnecessários ao meio ambiente, bem como riscos para a saúde humana», refere o estudo.

Os investigadores também querem que este problema tenha cabimento nas ferramentas que avaliam a sustentabilidade dos produtos, o que não acontece atualmente. Iniciativas apoiadas pelas marcas poderão ajudar, adiantam os responsáveis pelo estudo.

A americana Patagonia está já a dar informação aos consumidores, sobre a melhor forma de conservar as peças, para que não percam microfibras e para que estes materiais não acabem no oceano.

A promoção da chamada slow fashion, que dura mais, é outra das prioridades. Este vestuário conta com uma maior proporção de fibras naturais, que se degradam no meio ambiente de forma inofensiva.

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