Vendas da Michael Kors diminuem na Europa, mas Jimmy Choo cresce

A Michael Kors não atingiu as estimativas de receita dos analistas pela primeira vez em quase dois anos no segundo trimestre, principalmente devido às vendas fracas no canal de retalho na Europa, onde está a tentar melhorar o seu desempenho.


Michael Kors

Isto levou, surpreendentemente, a uma queda de 15% nas ações da empresa. A Michael Kors está a investir bastante para crescer como grupo, mas os problemas com as vendas no retalho e os baixos lucros, apesar do aumento geral das receitas no verão passado e no início do outono, tiveram o seu impacto.
 
A empresa está a reduzir o stock das suas lojas europeias, depois de criticar a super-exposição da marca. Num mercado em que compete com marcas mais exclusivas, como Gucci e Louis Vuitton, tudo o que reduz o seu posicionamento de luxo representa um problema.

Mas, o grupo está a trabalhar intensamente para obter mudanças, através, por exemplo, da aquisição de Jimmy Choo no ano passado, e dos 1,25 mil milhões de dólares investidos recentemente na compra da Versace.
 
No segundo trimestre, o lucro líquido caiu para 137,6 milhões de dólares, em comparação com 202,9 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior, enquanto a receita total cresceu 9,3%, para 1,25 mil milhões de dólares. A Jimmy Choo contribuiu com 116,7 milhões de dólares.

O lucro bruto foi de 763,1 milhões de dólares e a margem bruta de 60,9%, ante a 690,8 milhões de dólares e 60,2% no ano passado. O lucro bruto ajustado foi de 765,4 milhões de dólares (sendo 690,8 milhões de dólares um ano antes) e a margem bruta foi ajustada para 61% (sendo 60,2% em 2017).
 
Quanto às marcas, as receitas da Michael Kors caíram ligeiramente, 0,8%. As vendas no retalho atingiram 643,9 milhões de dólares (-1,3% a taxas de câmbio constantes). Em contrapartida, as vendas no atacado superaram as expectativas, "graças aos resultados nas Américas", mas mesmo assim caíram 1,3%, para 457,8 milhões de dólares.

A Jimmy Choo, que foi adquirida pelo grupo a 1 de novembro do ano passado, "registou receitas melhores do que o esperado graças à tendência positiva no setor do calçado”, em comparação com os resultados do ano passado, antes da aquisição, e teve o seu volume de negócios duplicado. 
 
O presidente e CEO da empresa, John D. Idol, disse estar satisfeito com os resultados e elevou as previsões de ganhos por ação de 4,95 para 5,05 dólares, resultado do crescimento de dois dígitos no ano fiscal.

Traduzido por Novello Dariella

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