WyFeet da Faria da Costa a caminho do mercado

A Faria da Costa vai iniciar no próximo mês a produção industrial das peúgas de aquecimento ativo WyFeet, que permitem manter os pés quentes, mesmo em temperaturas negativas extremas, e resultam de um projeto desenvolvido em parceria com o CITEVE.


Em março, está prevista a produção de cinco mil pares de meias WyFeet-Warm your feet, que têm um sensor na zona da planta dos pés e duas baterias, semelhantes às de um telemóvel, na zona dos tornozelos.

Empresas e cadeias de distribuição de diversas paragens – Estados Unidos, Áustria e países nórdicos – já manifestaram interesse em fazer destas meias inovadoras, que mantêm os pés quentes, a uma de três temperaturas previamente reguladas, durante um período de tempo que oscila entre as oito e as 16 horas.

O projeto WyFeet, que implicou um investimento em i&d de 350 mil euros, iniciou-se em outubro de 2016, sendo que a ideia surgiu do desabafo de um cliente estrangeiro, que se queixava de não ia poder acompanhar uma determinada etapa do rali da Suécia porque não suportava estar várias horas com os pés frios.

Fundada por Álvaro Costa, que em 1988 decidiu trocar a avicultura (produzia pintos e ovos reprodutores) pela têxtil, a Faria da Costa começou por fabricar a meias clássicas e de desporto, antes de investir em equipamento e investigação para começar a ter produtos diferenciados e com maior valor acrescentado.

Meias de lã com misturas de fibras especiais (Coolmax, Bamboo, Thermolite) que lhe proporcionam funcionalidades – como as meias anti-transpiração que fornecem ao exército israelita –  foram a primeira etapa da subida na cadeia de valor, anterior ao investimento nas meias Wyfeet com sistema integrado de aquecimento, que vão conhecer uma versão com GPS.

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