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Novello Dariella
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16 de fev. de 2018
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Nestlé não vai renovar acordo com a L'Oréal

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Novello Dariella
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16 de fev. de 2018

Após registar resultados financeiros anuais abaixo das expectativas, a gigante empresa suíça Nestlé anunciou que não pretende renovar o acordo dos acionistas que a vincula à L’Oréal desde 1974 e que expira a 21 de março. Este pacto entre a família Bettencourt, proprietária de 33% do capital do grupo de beleza, e a Nestlé, que por sua vez detém 23%, limita as respetivas participações com o objetivo de manter a estabilidade.


Jean-Paul Agon, CEO da L'Oréal - AFP


“Com o objetivo de manter todas as opções em aberto para o interesse dos acionistas da Nestlé, o conselho administrativo decidiu não renovar o acordo", afirmou o grupo Nestlé em comunicado. Esta mudança, que acontece seis meses após a morte de Liliane Bettencourt, a única filha do fundador da L'Oréal, significa que a Nestlé terá a possibilidade de aumentar a sua participação na empresa de cosméticos, embora o grupo tenha indicado que não pretende fazê-lo, e que está empenhado em manter a sua "relação construtiva com a família Bettencourt”.

Regularmente no centro dos rumores, o pacto foi mantido até hoje. A primeira mudança ocorreu em 2014, quando a Nestlé vendeu uma parte da sua participação na L'Oréal para manter 23,2% e assinou uma cláusula que limitava as respetivas partes do clã Bettancourt e Nestlé, e que expiraria seis meses após a morte de Liliane Bettencourt. O futuro deste pacto está suspenso desde setembro de 2017, especialmente porque a Nestlé foi abordada no ano passado pelo fundo ativista americano Third, que a instigou a vender a sua participação.

A hipótese da cessão da participação da Nestlé na L'Oréal acabou por se tornar concreta. No dia 9 de fevereiro, durante a apresentação dos resultados anuais da L'Oréal, o CEO da empresa número um de cosméticos, Jean-Paul Agon, declarou que o grupo tinha meios para comprar a participação da Nestlé. "Temos 1,8 mil milhões de euros em espécie e a nossa participação na Sanofi [...]. Além disso, grandes bancos confirmaram que ficariam felizes em emprestar-nos dinheiro”, comentou.

Sarah Ahssen com AFP

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