Richemont diz que espera um contexto difícil
AFP
today 18 de jan de 2016
O grupo suíço Richemont, o número dois do luxo mundial, publicou números opacos para suas vendas no terceiro trimestre, marcadas por um recuo na Europa que se juntou à pressão na Ásia.

Em outubro passado e fins de dezembro, seu volume de negócios subiu para 2.900 milhões de euros, uma alta de 3% em relação ao ano anterior, apontou o grupo de Genebra que de novo aproveitou a fraqueza da moeda durante a conversão das suas contas em euros.
Por outro lado, fora efeitos de câmbio, as vendas recuaram 4%, explicou o grupo em um comunicado, detalhando suas vendas pelo terceiro trimestre do seu exercício 2015-16 transcorrido.
A Europa havia conhecido um forte crescimento nos seis primeiros meses do exercício. Mas, durante os três meses seguintes, as vendas recuaram 3%, uma vez que os fluxos turísticos se contraíram a partir de novembro.
Na zona Ásia-Pacífico, suas receitas continuaram a sofrer erosões, caindo 9% depois de já ter degringolado 17% no primeiro semestre, em um ambiente ainda difícil para o segmento de relojoaria em Hong Kong e Macau. Por outro lado, as vendas melhoraram na China.
Na relojoaria, as vendas do grupo, cujo portefólio de marcas inclui entre outras a Piaget e a IWC, se contraíram 4% em taxas de câmbio constantes.
As Casas de joalharia, que englobam Cartier e Van Cleef & Arpels, viram seu volume de negócios retrair 5%, mergulhadas pela queda das vendas na sua gama de relógios, explicou a Richemont destacando que o pedido se manteve bom para as joias.
O grupo disse que espera que esse contexto difícil se mantenha nos três próximos meses.
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