Richemont lança uma advertência sobre seus lucros
today 24 de abr de 2015
O grupo suíço Richemont lança uma advertência sobre seus resultados. O número dois mundial do luxo advertiu esta semana por meio de um comunicado que está a considerar, para seu exercício 2014/15, uma queda do seu lucro da ordem de 36%, em razão de perdas com investimentos financeiros.

O grupo de Genebra, que rivaliza com o Francês LVMH, emitiu esta advertência sobre seus resultados para o exercício 2014/15, findo a 31 de março, antes da sua publicação, prevista para 22 de maio. Durante o exercício anterior 2013/14, Richemont conquistou um lucro líquido de 2,070 milhões de euros.
O colosso do luxo atribuiu esta queda a perdas com instrumentos financeiros, incluindo elementos monetários e derivados. A depreciação não deve atingir, no entanto, o nível do caixa líquido, que alcançou 5,400 milhões de euros a 31 de março de 2015, avalia o grupo.
Por outro lado, o grupo, proprietário das casas de joalharia Cartier e Van Cleef & Arpels entre outras e das marcas de relógios Piaget e IWC, revela alguns dados para o exercício 2014/15. Enquanto seu volume de negócios realizado nos nove primeiros meses chegou a 8,480 milhões de euros (+3%), a Richemont deve exibir no acumulado do exercício uma alta das vendas de 5% (+2% com taxas de câmbio constantes), aponta-se no comunicado.
Este número inclui os resultados da sua filial de venda em linha de produtos de luxo Net-A-Porter. Todavia, o grupo suíço explica que as receitas desse portal serão classificadas como “atividade abandonada” nos resultados consolidados do futuro. Excluindo os resultados do sítio, o volume de negócios da Richemont deve avançar 4% (+1% com taxas de câmbio constantes).
Nos fins de março, a gigante de Genebra anunciou a fusão do Net-A-Porter com o site italiano de vendas em linha Yoox. No termo da operação, que deve se concretizar em setembro próximo, a Richemont deterá 50% da nova entidade “Yoox Net-A-Porter”.
No que respeita ao resultado operativo, o grupo conta com um crescimento de 10%. Este lucro de exploração inclui a mais-valia gerada pela venda de um investimento imobiliário, explica o grupo.
Dominique Muret (com AFP)
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