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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
23 de mar. de 2018
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3 Minutos
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Roberto Cavalli fecha 2017 em declínio, mas há luz no fundo do túnel

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
23 de mar. de 2018

A Roberto Cavalli está a caminho de uma recuperação. Após dois anos de forte queda e um 2017 ainda em declínio, a marca italiana de luxo, que pertence ao fundo Clessidra, prevê para 2018 uma retoma do crescimento. Apesar da empresa ter registado há pouco tempo uma queda acentuada da sua faturação, de 25 milhões de euros por ano, a Roberto Cavalli estabilizou no ano passado com 152,4 milhões de euros, em comparação com 155,2 milhões no ano anterior, uma queda de 1,8%.


A última coleção da Roberto Cavalli teve um aumento de 15% no número de pedidos - © PixelFormula


As suas vendas diretas (excluindo as licenças) de retalho e atacado aumentaram 3% em 2017, para 110,3 milhões de euros, apesar de uma redução na rede de vendas, e de uma grande racionalização do canal de atacado, além do encerramento de seis lojas próprias. Por outro lado, os royalties relacionados com as licenças diminuíram. A posição financeira líquida atingiu 1,2 milhões de euros.

O seu maior mercado continua a ser a Europa, que representa quase 48% das vendas totais, seguida pelos Estados Unidos (31%). Na verdade, é para a Ásia, que representa apenas 7% da sua faturação, que a empresa está a direcionar os seus esforços, principalmente com a abertura de lojas. Foram inauguradas duas em 2017 e mais três em 2018, na China e em Macau.

"Estamos muito orgulhosos destes resultados. Superar as expectativas durante uma fase de reestruturação e dentro de um mercado de crescimento lento é muito bom. Este resultado confirma que o nosso plano é sólido, assim como a direção criativa e de gestão que tomámos”, declarou Gian Giacomo Ferraris, que está no comando da Roberto Cavalli desde julho de 2016, num comunicado.

Um sinal desta recuperação é a significativa melhoria no EBIDTA, cujas perdas foram reduzidas de 26,2 milhões de euros, em 2016, para 7,1 milhões de euros, no ano passado. Neste contexto, a marca espera voltar à rentabilidade operacional este ano, especialmente porque as encomendas da última coleção assinada por Paul Surridge sugerem uma certa recuperação.

A campanha da coleção feminina de prêt-à-porter ​outono-inverno 2018/19, apresentada em Milão em fevereiro, já registou um aumento de 15% nas encomendas dos retalhistas no mundo todo, disse Gian Giacomo Ferraris, que também celebrou o regresso de uma clientela muito seletiva, entre retalhistas multimarcas e grandes armazéns como Bergdorf Goodman e Joyce.

Além de reestruturar a empresa, o que resultou em várias demissões na Toscana e na redução da rede de distribuição, (a partir de 31 de dezembro de 2017, a Roberto Cavalli passou a operar em 87 lojas monomarca, sendo 46 de gestão direta e 41 franquias), a marca também reorganizou a sua oferta e produção. A empresa assumiu internamente, a partir da primavera-verão de 2018, a produção e a distribuição das coleções de moda íntima, moda praia e desportiva, bem como a linha masculina, que até o ano passado era licenciada pelo Onward Luxury Group (anteriormente Gibò).

Alguns dos novos looks masculinos já foram exibidos juntamente com a coleção feminina nas passarelas de Milão, em fevereiro. Agora, a linha masculina será relançada com um grande evento no salão de moda masculina Pitti Uomo. Paul Surridge apresentará a coleção masculina completa, aproveitando que Roberto Cavalli será o convidado especial da próxima edição do evento, que se realiza em junho, em Florença.

Após a conclusão da fase 1 do plano de relançamento, centrada na implementação de um "desenvolvimento sustentável", a marca quer acelerar a transição para a fase 2, com foco na "criação de valor", como explica Gian Giacomo Ferraris, que quer fortalecer ainda mais o posicionamento da Roberto Cavalli como uma marca de lifestyle. Recentemente foram assinados acordos para o desenvolvimento de projetos residenciais de luxo em Dubai e Arábia Saudita com as marcas Roberto Cavalli e Just Cavalli.

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