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4 de fev. de 2015
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Vicunha aposta de novo na Europa

Publicado em
4 de fev. de 2015

A Vicunha regressou à feira Munich Fabric Start, que abriu suas portas na passada segunda-feira (02). Mais precisamente na Blue Zone, e isso depois de meia dezena de temporadas de ausência. Da mesma forma, a gigante brasileira do denim anuncia seu regresso em maio próximo ao Denim by PV em Barcelona.

“A razão da nossa ausência é simples e positiva. A empresa havia concentrado-se no desenvolvimento na América Latina e as capacidades de produção não eram tão importantes para ir buscar a qualquer preço novos clientes europeus. Mas, aí o foco é a internacionalização. A Europa não é um mercado fácil, mas importante”, comenta Thomas Dislich, diretor para a Europa da Vicunha.

Thomas Dislich na Munich Fabric Start.


É claro que, além do regresso aos salões, a fabricante de jeans reviu sua organização para otimizar igualmente seus custos. Nos fins de 2014, uma filial foi fundada em Holanda. Por outro lado, a Vicunha Netherlands só estará operacional no próximo outono. O objetivo neste país é a gestão de stocks e a logística. Funções administradas há muito tempo a partir da sede europeia baseada na Suíça, onde de repente a equipa de profissionais passou de 16 para 7 pessoas.

Esta decisão, além dos custos ligados ao franco suíço, permitirá estar próximo do prestador de serviços que administra um stock permanente de um milhões de metros. Também ligado à concentração do volume de negócios com clientes-chave.

“Há dez anos nós tínhamos 300 clientes ativos na Europa. Hoje, com dez grandes clientes, você cobre dois terços do mercado médio de gama. Por outro lado, é preciso os acompanhar o mais de perto possível. Antes precisávamos basicamente de agentes. Agora, nossas forças de venda possuem perfis de key account manager”, comenta o dirigente.

Thomas Dislich explica que em dez anos o volume líquido de negócios da Vicunha dobrou para 443 milhões de euros, com um lucro líquido de 38 milhões.

O Velho Continente, onde ela trabalha com cerca de cinquenta clientes, representa só cerca de 4% desse volume de negócios, ou seja, em torno de 16 a 17 milhões de euros. Daqui a quatro anos, a companhia visa à barreira dos 50 milhões. Neste ano, ela não espera nada menos que registar um salto de 25% das suas encomendas em volume, ascendendo a 9 milhões de metros.

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