Cavalli adquiriria pelo Dico Group (Damac), do multimilionário Hussain Sajwani
A Roberto Cavalli tem oficialmente um novo proprietário. A empresa de investimentos do presidente da Damac, Hussain Sajwani, anunciou que concluiu a aquisição da empresa de moda italiana. A transação diz respeito à totalidade das ações da Roberto Cavalli SpA, que até ontem (mais de 90%) pertenciam ao fundo Clessidra.

"Estamos empolgados por levarmos adiante a incrível história da marca Roberto Cavalli. O grupo Dico tem uma longa e frutuosa colaboração com a Roberto Cavalli, e acredito que a marca se encaixa perfeitamente com a nossa ideia de luxo", comentou Hussain Sajwani, que fundou em 2002 a empresa de desenvolvimento imobiliário Damac Properties.
"Tenho o prazer de anunciar que a transação ocorreu sem problemas e que garantiremos a estabilidade da administração", concluiu o empresário, que é considerado um dos homens mais ricos dos Emirados Árabes Unidos e foi o 962.º colocado no ranking da Forbes Billionaires 2019.
A aquisição foi realizada através do veículo de investimento privado Vision Investments, parte do Dico Group. Em 2017, Roberto Cavalli assinou uma colaboração com o grupo de Hussain Sajwani para a criação do design de interiores do primeiro Aykon Hotel na Marina do Dubai.
Fundado em 1992, o Dico é o braço de investimentos de Hussain Sajwani. A operação de aquisição da Cavalli representa a sua primeira incursão no mundo da moda. O Dico tem interesses diversificados em todo o mundo e espera investir cerca de 3 mil milhões de dólares nos próximos anos em mercados importantes como Europa e Estados Unidos.

O magnata árabe venceu a disputa pela marca, superando outros concorrentes, incluindo a OTB, de Renzo Rosso, e a American Bluestar Alliance. O fundo Clessidra colocou a empresa à venda após inúmeras tentativas de relançamento. A posição do CEO Gian Giacomo Ferraris, que ingressou na empresa em 2016 para recuperar o crescimento, deverá manter-se.
A Roberto Cavalli registou perdas de 33,7 milhões de euros em 2017 e está a emergir de um forte plano de racionalização, com cortes no estilo, no marketing e na rede de vendas. Neste momento, após a saída de Paul Surridge, a marca está sem diretor criativo. Em abril, interrompeu as atividades da sua filial americana.
O plano de recuperação apresentado pela empresa, apoiado pelo novo proprietário árabe, convenceu o Tribunal de Milão, que considerou os "prazos de reestruturação particularmente breves e credíveis", e concordou com a "capacidade da empresa para pagar os credores". Até ao momento, não se sabe se os funcionários das fábricas italianas e os da sede de Osmannoro, localizada perto de Florença, serão mantidos.
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